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Sexta, 27 de julho de 2018, 09h30

Bebê foi negociado por Facebook e Whatsapp

Elayne Mendes, repórter de A Gazeta


Investigações apontam que mulher presa em Cuiabá acusada de sequestrar recém-nascida em Minas Gerais negociou a compra do bebê com a mãe biológica, via redes sociais. Segundo a Polícia Civil mineira, a mãe teria aceitado dar a filha em troca do custeio do parto.

Reprodução

A agente de viagens Patrícia Severino da Silva, 28, que já foi transferida para o estado mineiro, confirmou que recorreu à adoção ilegal, alegando que teve 3 abortos e problema de saúde do marido o deixou estéril.

Leia também - Mulher que sequestrou bebê em MG é presa na rodoviária de Cuiabá

A Delegacia de Homicídio e Proteção à Pessoa (DHPP) de Cuiabá foi acionada pela Polícia mineira, informando que a mãe biológica, identificada como Maria, estava vindo para Mato Grosso. Policiais flagraram o momento que as duas se encontraram na rodoviária. As duas tiveram os celulares apreendidos.

Ao delegado responsável pelo caso, Renato Gavião, Patrícia informou que teria conhecido Maria em um grupo no Facebook, intitulado “Adoção Espontânea”, onde mães doam por vontade própria filhos “indesejados” ou os quais não têm condições de criar. Nesta página há um link para um grupo no aplicativo de conversação whatsapp, chamado “A última esperança”, no qual Maria e Patrícia trocaram contato e começaram a conversar sobre a doação da bebê, que ainda não havia nascido.

Gavião frisa que os grupos foram incluídos no inquérito para investigação, já que pelo que foi analisado, várias pessoas realizam doações e comercialização de bebês por estes canais.

Próximo à data do nascimento, Patrícia, que residia em Cuiabá, viajou até Santa Rita do Sapucaí e acompanhou Maria até o parto. Patrícia diz que pagou R$ 5 mil pela cesárea e foi a primeira a dar mamar para a recém-nascida, já que a mãe não queria sequer amamentar a bebê. Além disso, a suposta sequestradora alegou que havia feito um enxoval no valor de R$ 5,5 mil para a bebê.

Após receber alta do hospital, a mãe da recém-nascida e Patrícia foram até um cartório da cidade mineira para fazer uma autorização para que a criança pudesse viajar para Cuiabá. Como era dia de jogo da seleção brasileira, na Copa do Mundo, estava fechado. As duas foram para São Paulo, onde conseguiram emitir a autorização e Patrícia retornou para Cuiabá com a menina de apenas 15 dias, em um táxi.

Suspeitas

Após a possível doação da filha, Maria foi pressionada pela família a pegar a criança de volta. Diante da situação, ela foi à delegacia denunciar o falso sequestro. Mas a polícia desconfiou da versão, já que ela se contradisse diversas vezes, ao contar como a criança teria sido levada. O delegado regional de Pouso Alegre (MG), Renato Gavião solicitou que o celular da mãe e da suposta sequestradora fossem interceptados.

Foi dessa maneira que a polícia descobriu que Maria havia desistido da “doação” e solicitado a devolução da filha. Patrícia até concordou com a exigência da mãe da recémnascida, mas pediu que ela devolvesse os R$ 10,5 mil gastos com os cuidados com a criança. Ambas combinaram o encontro na rodoviária de Cuiabá, onde foram surpreendidas por policiais no dia 20 deste mês. “As duas ficaram muito nervosas, principalmente a mãe, porque elas jamais imaginavam que estavam sendo monitoradas”, diz Gavião.

O delegado de Minas Gerais chegou a vir a Cuiabá, para acompanhar a transferência de Patrícia para o Presídio de Santa Rita do Sapucaí, onde permanece. Ele também acompanhou de perto a transferência da bebê, que foi encaminhada para um abrigo na cidade onde nasceu. “Trabalhamos com 3 hipóteses, a mais certa é a de doação espontânea, seguida da possibilidade de comércio e por último o sequestro”.

Quanto à mãe da criança, ela permanece em liberdade e, segundo o delegado, ela responderá por denúncia caluniosa, já que movimentou policiais de 2 estados, diante de uma situação inventada. “Caso seja comprovada a comercialização da recém-nascida, ela poderá responder por tráfico de crianças”, finaliza Gavião.



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